Entrevista: Djin

O MG Entrevista está de volta e desta vez, vamos bater um papo com o Diego Rodrigues, um dos maiores uploaders do fórum.

Cearense de Varjota e mais conhecido aqui como Djin, Diego é um membro das antigas que está conosco desde Novembro de 2007 e já acumula uma vasta lista de ups de vários estilos e épocas chegando a marca de Monster Uploader.


Frase da assinatura no fórum

MG – Diego, quem é o Djin?

Djin – Djin é um personagem real. Ele é quieto, tímido, subjetivo e com extrema dificuldade em se expressar de forma clara (rs). Geralmente usa tantas analogias que se perde do raciocínio. Gosta de observar, ouvir e intuir. Tem um senso de realidade e uma percepção aguçados, que o trazem de volta a realidade quando se faz necessário. Procura por padrões e significados em tudo. Gosta de tocar guitarra e até já tocou em algumas bandas. Ouve diversos estilos musicais diferentes entre si. Sua playlist pode conter os seguintes gêneros: Ambient, Dark Ambient, Classic Rock, Black Metal, Death Metal e Avant-garde; tudo depende do momento em que sua cabeça e espírito estejam, ou seja, um farofeiro assumido. Conheceu sua companheira de caminhada no MG há 6 anos atrás. Gosta de todos os tipos de animais, mas tem uma empatia maior por cães, lobos, cavalos e grandes felinos. Viciado em incensos. Aprendeu a soldar para economizar com cabos de guitarra. Tem dois cães, três guitarras, um violão, dois Zippos, dois canivetes, dezenas de livros, e uma tatuagem mal feita.

MG – O que você está achando do atual cenário musical?

Djin – O cenário atual? Para ser bem sincero, eu não acompanho tanto esse tipo de coisa. Eu sou um leecher quase profissional. Baixo de tudo um pouco. Como disse, minha playlist é muito variada. Ultimamente tenho emergido aos poucos na música extrema e na ambiental. Tenho escutado coisas como Ihsahn, Paganizer, Grave, Svart, alguns projetos em que o Dan Swanö esteve envolvido, Brian Enno, Ulver, etc… tudo sem pretensão. Ah, e HAIM também! Haha. (procurem no youtube). Percebi que algumas bandas que eu escutava há uns 7 anos atrás ganharam bastante notoriedade. Por exemplo: Opeth, Katatonia, Ayreon, Pain of Salvation, Devin Townsend, Anathema, Porcupine Tree, Steven Wilson, etc. Antes era mais difícil encontrar pessoas que escutavam esse tipo de som. Tanto que geralmente as pessoas que estavam numa comunidade (R.I.P Orkut) de alguma dessas bandas, eram figurinhas repetidas nas comunidades das outras bandas citadas. Eu curto a ideia. Acho bem legal a forma como a informação está cada vez mais rápida e mais acessível. Eu conheço uma menina que tem uns 16 anos e escuta boa parte dessas bandas. Não é uma informação importante, mas aos 16 anos eu escutava Iron Maiden e Sepultura (mas ainda escuto Iron Maiden). Resumindo: Eu enrolei demais porque não sei o que está rolando no cenário atual. Só sei que o Ghost apareceu e conquistou bastante gente. Mas eu prefiro o Bloody Hammers (:


Ghost – banda nova que conquistou muita gente.

MG – Os administradores (do fórum) tem um peculiar gosto estranho pelo bizarro e isso está inserido o último “caça talentos” Super Star que teve uma banda bastante roqueira como ganhadora. Você ouviu alguma música, tem alguma opinião sobre a banda vencedora, sobre estilo de programa?

Djin – Até que assisti… não curti o resultado. Acho a voz daquele camarada muito forçada. Sobra drive e falta dinâmica. Talvez se ele usasse o drive de forma mais alternada, ficaria mais bacana. Eu curti mais o som da banda Suricato. Sobre o formato do programa eu não tenho muito o que dizer. Deixando de lado os “grandões” que estão por trás das bandas, eu não suporto quando o juri quer aparecer mais do que o artista. Ah, o vocalista da banda Malta fazia a segunda voz pro Hudson Cadorini em sua carreira solo…

MG – Existem por aí vários tipos de complexos tais como o de Pollyana (que mesmo no mais profundo dos problemas acha algo de bonito e otimista), Cinderela (e a busca eterna pelo príncipe encantado) e Peter Pan (o qual a pessoa se recusa a admitir que está ficando mais velho e tem atitudes infantis e imaturas), você acredita que “sofra” de algum?

Djin – Olha, não sei se isso se aplica. Mas em 2011 eu adoeci, ainda em São Paulo, e passei por momentos bem difíceis. Não só eu, mas todos que rodeavam. É um relato chato e cansativo. Mas cheguei a ser diagnosticado com Transtorno de Personalidade Esquizotípica. Tomei remédios, frequentei CAPS, etc.. mas isso não é tão importante quanto “Esfiha ou empada?”, certo? Muito Contente

Momento Marília Gabriela:

MG – Filosofia?

Djin – Tenho muitas, haha. Mas eu citaria uma que está sempre presente em minhas análises gerais; “Na prática a teoria é outra”, haha.

MG – O Djin luta por alguma causa?

Djin – Não sigo causas, prezo pelos meus princípios. Ser, na medida do possível, coerente àquilo que prego é um indício da minha personalidade.

MG – Comida?

Djin – A que estiver disponível no momento. Já fui mais seletivo.

MG – Esfiha ou Empada?

Djin – Esfiha

MG – Sua vida em poucas palavras:

Djin – “Estou sentado em minha cama, tomando meu café para fumar…”

MG – Todos nós temos algum lugar que chamamos “especial”, qual o seu?

Djin – Meu quarto, praia, bosque, qualquer lugar em que eu possa estar em contato com a natureza e comigo mesmo sem interferências exteriores.

MG – Amigos Especiais:

Djin – Todos aqueles que chamo de “amigo” significam algo e tem sua importância mas cito aqui: Jaca (André), Diogo, Rubens, Ricardo, Tadeu e Eliane (os dois últimos são meus sogros), pois os mesmos me acolheram como um verdadeiro membro de suas famílias.

MG – Pessoa mais Especial?

Djin – Lívia

MG– Podemos falar de coisas mais intimas? Seu relacionamento (com a Lívia) começou no MG? Pode nos contar um pouco (tudo bem em não revelar detalhes sórdidos e sombrios!)

Djin – Pois é, nosso relacionamento começou aqui no MG. Tudo teve início em 2007. Falando de forma mais resumida: após a criação do grupo no MSN, a Lily me adicionou, começamos a conversar, telefonar, trocar presentes, passei minhas férias de 2009 com ela em São Paulo e, é isso.

MG – Qual música que toca sempre no seu radinho?

Djin – Pink Floyd – Poles Apart

MG – Quanto tempo você levou para aprender a tocar violão/guitarra? E a quanto tempo isso aconteceu? *Pergunta enviada por membros (Sapo trollador):

Djin – Cara, a verdade é que ainda não aprendi muito bem. Queria ter mais disposição e disciplina para estudar o instrumento mais a fundo. Mas em cerca de seis meses (talvez) de guitarra eu tocava uns sons do Maiden, haha. Isso aconteceu há 9 anos atrás.

MG – Na sua opinião, o que é mais importante para um músico/banda, técnica ou criatividade?

Djin – Os dois. Mas, mais importante ainda, é saber equilibrar e usar ambos com bom senso. A menos que essa seja a proposta, a técnica nunca deveria vir antes da sensibilidade de um músico. Ela deve ser apenas uma ferramenta a favor da criatividade. Eu gosto de muitos músicos que são considerados virtuosos. Mas não creio que exista virtuosidade maior do que conseguir se expressar, de forma autêntica, por meio de um instrumento. E não existe técnica que te ensine a criar algo que mexa com o íntimo do ouvinte. Essa reação só acontece quando há autenticidade na obra, acredito eu. E, novamente: Não existe a fórmula do “feeling”.

O musicground deseja a todos os visitantes e membros um feliz 2015. Agradecimentos especiais ao Djin que cedeu a entrevista e ao Sargath que ajudou a revisar e organizar o texto.


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